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domingo, 16 de agosto de 2026

As Travessuras de Tonhola - Cana caiana do vizinho

Pra não fazer barulho, a cana era cortada aos poucos com um canivete. As folhas do pé de cana eram arrancadas uma a uma ao sabor do vento, pra não fazer barulho. Foi assim que ele conseguiu algumas vezes buscar canas saborosas, bem na porta da cozinha do vizinho sem que ninguém notasse. Ou melhor, ele achava que niguém tinha notado. O vizinho percebera desde a primeira vez e já conhecia de véspera a fama de peralta do moleque. Fazia vista grossa: 'teria sido muito mais fácil se pedissem', pensava consigo. Tonhola fazia isso e voltava satisfeito, com ar de conquista realizada, seguindo as instruções do dono do canivete, um amigo muito sacana e bem mais velho, que ficava na esquina esperando na sombra, sempre apreesivo com a possibilidade do moleque, que ele sabia ser um tanto 'vinte e dois', perder ou esquecer o precioso canivete.

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