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domingo, 14 de junho de 2015

O Portão da Garagem

Fui guardar o carro ontem à noite e o portão não abriu. Remexi o controle remoto em todos os ângulos e nada. Desci do carro tentei mais de perto achando que pudesse ser a bateria do controle, mas não deu, o portão permaneceu lá, impassível. Voltei a estacionar o carro na rua. Antes havia assistido a mais uma derrota do Vasco no campeonato brasileiro de futebol, no horário das vinte e uma horas de sábado, ou seja, já estava com a cabeça quente pela quarta derrota seguida e ainda tinha que enfrentar o portão. Hoje acordei cedo e fui conferir pela sacada se o carro ainda estava lá. Minha cidade ainda é um tanto tranquila e também meu carro de quinze anos não desperta tanto interesse assim. Conferido, lá estava. Se meu carro fosse uma mercedes qualquer certamente eu teria novamente incomodado a síndica à meia noite de sábado. Mês passado aconteceu a mesma coisa, só que eu estava do lado de dentro, era de manhã e estávamos saindo para o trabalho, minha esposa conseguiu carona com uma vizinha que já estava com o carro do lado de fora e foi trabalhar. Eu corri a incomodar a síndica às sete da manhã. Ela desceu e mostrou-me como desativar o portão da engenhoca eletrônica e abri-lo manualmente por dentro. Agradeci e fui trabalhar. Agora de novo. Só que pelo adiantado da hora não tive ânimo para dar a volta, ir por dentro e tentar abrir o portão manualmente, fazer barulho e incomodar os vizinhos. Esse portão precisa é de ser trocado e sem demora. Enquanto escrevia aqui ouvi o danado do portão funcionando, fui conferir pela sacada e não há de ver que o danado estava funcionando. O defeito deve estar no controle remoto, ou quem sabe no operador que estava levemente abalado pela derrota do seu time.

domingo, 7 de junho de 2015

Ame, sempre.

Para onde vai o amor?
Para onde estivermos se ele estiver em nós.
Ame seu cachorro, seu gato, seu pato, seu pássaro, seu peixe.
Demonstre isso.
Não sinta vergonha de demonstrar que ama.
Saiba pedir perdão.
Se não souber,
ou se for muito difícil,
invente um jeito de se arrepender,
nesses casos uma rosa quebra qualquer gelo.
Desentendimentos passageiros com quem amamos podem ser bons,
revigoram a relação.
Se assim não for é porque não mais existe amor.
Dê presentes.
Esteja presente.
Converse com os filhos.
Seja amigo deles sem ser pegajoso, sem irritá-los.
Seja duro e saiba afagar.
Não lhes dê motivos para gostar mais do carro novo
do que do passeio no final de semana na casa dos avós.
Aquele é meu pai, aquela é minha mãe.
Pode ter a certeza de que eles dirão isso aos colegas
e não pedirão para que os deixem na esquina longe do portão da escola,
mesmo quando o carro tiver com o escapamento furado.
Seja cortês.
Um simples gesto ao vizinho chato que você tromba todos os dias no corredor,
ou mesmo um sorriso a um colega no trabalho na segunda pela manhã
é um ato de amor.
Tente e veja como a vida será mais fácil de ser vivida.
Vale a pena, sempre vale a pena.
E sejas feliz!

17 volumes.

Depois de pouco mais de uma hora de caminhada na Avenida Marginal com minha esposa, estou de volta, revigorado, nesse primeiro domingo de junho. Devia fazer isso mais vezes. Prometo que vou tentar.
Eu nunca havia lido Monteiro Lobato, acreditem, estou lendo agora, consegui de presente a coleção completa dele que pertencia a uma amiga querida, a Dona Cida sogra de minha irmã, comecei pelo primeiro volume e espero conseguir chegar com entusiasmo ao décimo sétimo livro com capa dura verde daquelas coleções antigas. Creio que conseguirei. A brasilidade dele contagia. Um forte. Como poucos.

Atraso digital

O Brasil tem poucas bibliotecas.
As escolas públicas no Brasil ainda estão muito atrasadas com relação à inclusão digital.
Existem escolas com equipamentos de informática engavetados ainda sem uso.

Junho de 2015: mudanças.

Lá fora se vislumbra uma manhã de sol escancarada. Penso em sair, caminhar, pedalar. Há tempos deixei a academia, mas é certo que voltarei. As mudanças que a vida provoca me entusiasmam, mesmo as inesperadas. Sempre vejo essas mudanças repentinas como oportunidades para melhoras, para crescimento em todos os sentidos. Novamente me encontro no meio de uma delas. Espero ter discernimento para tomar as decisões certas e saúde para seguir em frente.

sábado, 4 de abril de 2015

Nada a engavetar

A vizinha de cima está de tamanco e anda pra todo lado numa tarde de sábado.
Ouço blues e meu copo está vazio. Meu filho, que ainda ontem estava febril, foi ao cinema, deve de ter melhorado. Minha mulher foi rezar num mosteiro próximo, afinal hoje é sábado da aleluia.
Assisti um documentário sobre um pintor russo que foi para os Estados Unidos no início do século passado ainda criança. Depois que resolveu se dedicar à pintura, demorou trinta anos até ter seu trabalho reconhecido. Sofreu horrores. O cara era bom. Teve um fim trágico.
Ando sem poemas a engavetar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Café da manhã

Mas que café é esse?
Só falta fruta.
Por isso não:
tem mamão e melão,
banana e melancia,
aquele abacate ainda está verde.
Tem pão francês quentinho,
da última fornada,
tem pão de queijo,
pão de forma,
bolo de fubá da roça,
(capricho de minha mãe),
biscoito de água e sal e
bolacha de maizena.
Tem manteiga caipira
e requeijão cremoso
Canto de Minas.
Tem suco de pêssego gelado,
leite desnatado de caixinha
e acredite, tem até café.
Vai encarar?