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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Os criadores de avestruzes

Dois amigos que nem se quer visitavam fazendas resolveram montar uma criação de avestruzes iludidos que foram por uma propaganda enganosa que envolveu muita gente por toda a região, o final não poderia ter sido outro, deu merda e sobrou ovo e avestruzes por todo lado. Ainda se estivessem na Austrália.

O Escritor Fantasma - Roman Polanski

O Escritor Fantasma. Um filme daqueles que não deixa a gente se afastar da poltrona. Belo filme sobre os podres do poder. Mais um de Roman Polanski, um gênio do cinema.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Dia ruim

Sim, ela foi.
Foi com cara de quem não queria ter ido,
Mas foi.
Não levou nada de seu.
Mas foi assim mesmo.
Certamente teria sido melhor
se ela não tivesse ido.
Tava na cara que ela não ia dar o melhor de si.
E não deu mesmo.
Estragou o dia dos dois.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ENTREVISTA COM O ESCRITOR JOSÉ JANUZZI (04/10/13)

ENTREVISTA COM O ESCRITOR JOSÉ JANUZZI
O Editor do Portal Cranik "Ademir Pascale" entrevista o escritor José Januzzi
(04/10/13)

ENTREVISTA:

Ademir Pascale: Como foi o início de José Januzzi no meio literário?

José Januzzi: A ideia de impressão por demanda da editora chamou minha atenção. Depois de me certificar que o orçamento cabia em meu bolso, agarrei a oportunidade e decidi publicar o primeiro livro “Alcaçuz e Anis” depois de várias tentativas frustradas com outras editoras.

Ademir Pascale: A profissão de Engenheiro Civil influencia em seus textos?

José Januzzi: Claro.

Ademir Pascale: Você lançou o livro "Alcaçuz e Anis", pela Biblioteca 24x7. Conte pra gente como foi escrever esse livro e o porquê do título.

José Januzzi: Os poemas foram filtrados algumas vezes até a situação em que foram publicados. Em todas as relações de títulos o último foi o “Alcaçuz e Anis”, por isso deu o nome ao livro.

Ademir Pascale: Poderia destacar um trecho de "Alcaçuz e Anis" especialmente para os nossos leitores?

José Januzzi: São 55 poemas distribuídos em 64 páginas. Curtos, portanto leves e fáceis de ler.

Começo com um pedaço do paraíso, ultrapasso algumas barreiras, com tenacidade conto um caso na telinha que mais parece um pandemônio, passo pelo carnaval com a alma vazia e num instante de ludismo, brilho na cor pois, aparece uma mulher que gosta de goiaba e não quer sair do meu papel, com harmonia tento conter a tentação maluca escrevendo com tinta preta em andanças e até pesadelos, sonho com um craque da bola, com reunião de cores, uma queda vista que não saiu do zero, lembro de uma perda, afogo as mágoas na boemia vendo paisagens murchas, acho defeito num conserto e vejo um colega do garimpo partir, ah!, décadas amargas, faço planos, passo por Boituva, vejo chapéus estranhos numa rodoviária, o tempo se fecha e logo após tenho um momento sublime ao ver uma vendedora morena que foi se chegando como num baile, que nada, de manhã, descobertas que não se confirmaram, quando dei por mim, já era horário de verão e olhando pela janela vi um craque da vila e uma morena que ocultava os mundos, procurei sossego, voltei para o sofá, peão da vida, fecha-pagode, vida-dura, lembrei das loiras e da chuva do caju que não veio, à noite dancei, condições humanas e com os caminhos fechados voltei ao carnaval com a Vila Isabel, depois, numa fração de minuto lembrei-me de casa e, sem o som de um berrante, contentei-me com um chicle de alcaçuz e anis.

Ademir Pascale: Como os interessados deverão proceder para adquirir um exemplar do seu livro, seja em e-book ou versão impressa?

José Januzzi:
http://biblioteca24horas.com
@josejanuzzi
alcacuzeanis24x7.blogspot.com.br
josejanuzzi.blogspot.com.br
Livraria Cultura: Clique aqui
Amazon: Clique aqui

Ademir Pascale: Existem novos projetos literários vindo por aí?

José Januzzi: Sim, alguns.

Perguntas Rápidas:

Um livro: Antologia Poética
Um(a) autor(a): Carlos Drumond de Andrade – Manuel Bandeira
Um ator ou atriz: Antônio Fagundes – Marília Pera
Um filme: Morangos Silvestres
Um dia especial: Hoje

Ademir Pascale: Deseja encerrar com mais algum comentário?

José Januzzi: Recomendo que leiam José Januzzi.
Curto, comento e compartilho, leiam: “Alcaçuz e Anis”.

CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA SABER MAIS

Alcaçuz e Anis - José Januzzi



© Cranik

*Você poderá adicionar essa entrevista em seu site, desde que insira os devidos créditos: Editor e Administrador do http://www.cranik.com : Ademir Pascale - ademir@cranik.com - www.twitter.com/ademirpascale
Entrevistado: José Januzzi

sábado, 25 de maio de 2013

A banca do bicho

Numa cadernetinha espiral e um pedaço de carbono já bem gasto o vendedor de jogo do bicho anotava as apostas. Os pagamentos recebidos, no final do expediente eram entregues na banca.
As apostas certas eram literalmente pagas no outro dia, questão de honra e sobrevivência.
Vez ou outra aparecia algum engraçadinho desconhecido que fazia uma aposta com valores mais altos que o normal da vizinhança. Quase todos jogavam somente uns trocados. Só que muitos trocados de muitos jogadores, vira um jogo sério quando se junta tudo na mão da banca. Parecia tudo tão natural que ele nem fazia ideia do que seria contravenção.
Faz um pulo de gato e cachorro, coloca tanto na cabeça do viado, joga tudo isso aqui no terno, esse aqui no pulo virado, tantos reais na centena do primeiro ao quinto, esse daqui nessa centena só na cabeça, hoje sonhei com minha sogra acho que vai dar borboleta, então joga na cobra, amanheci com a pá virada, vou dobrar a aposta no macaco... e muitas outras que ele ouvia por todos os dias. Era divertido.
Só o seu ganho é que era pouco.
Aquilo por dias e dias estava batendo em sua cabeça como um martelo. Caramba, afinal ele andava tanto, percorria ruas e ruas por todos os dias e no final recebia uma mixaria. Não estava certo.
Num belo dia, um forasteiro todo engomadinho, parecendo ter voltado de um garimpo, estava num bar falando alto e todo prosa chamando a atenção, ao vê-lo anotando apostas em outras mesas, disse-lhe que também queria fazer uma, prontamente atendido, colocou uma nota alta numa centena que era o final da placa do primeiro carro que o forasteiro viu estacionado de frente para o bar. Dito e feito, aposta registrada e entregue com várias testemunhas. Sujeito arrogante pensou o coitado do vendedor. Saiu dali e percorreu no restante do dia os lugares de sempre, registrou todas as apostas mas aquela aposta grande, daquele forasteiro engomadinho, ficou estrategicamente separada em seu bolso. Daquela vez, daquela única vez, ele nunca fizera nada parecido, a tentação foi maior do que seu medo em arriscar e sem medo de ser feliz, resolveu que aquela aposta ele não ia descarregar na banca, resolveu bancá-la sozinho.
E deu. A dita centena veio no primeiro prêmio, na cabeça. Se ferrou. Foi uma daquelas apostas de arrebentar a banca.
O infeliz do vendedor não mais foi visto por aquelas bandas.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Pedro e a pedra

O Pedro pegou uma pedra.
A pedra e o Pedro.
O Pedro e a pedra.
Pedro larga essa pedra!
O Pedro atirou a pedra
na vidraça do prédio.

domingo, 19 de maio de 2013

Perdão

Eu peço perdão.
Perdão por tudo aquilo que ainda não fui capaz de lhe dar.
Por trazer problemas do trabalho pra casa.
Por adiar por tantas vezes nossa ida à praia.
Por manter o carro na oficina e não conseguir trocá-lo por um novo.
Por não levá-la à missa aos domingos.
Por ter sido um imã dos problemas de minha família.
Por não conseguir sair do aluguel.
Por não manter a geladeira cheia.
Por não lhe dar aquele vestido azul,
aquele brinco de pérolas
e nem o sapato plataforma.
Por sonhar de mais e realizar de menos.
Eu peço perdão.
Mas não esmoreço.
Não me deixo levar pelas adversidades.
Somos felizes
e dou-lhe de coração
mais forte a cada dia
o que trago de melhor em mim.